segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O narcótico virtual da individualidade

          Há pouco mais de 30 anos, os livros eram os principais meios de pesquisa disponíveis no mundo. Com a disseminação dos computadores, essa realidade tornou-se uma opção. De maneira antes impensada, surgiram aparelhos que, através de processos lógicos e aritméticos, fornecem informação e conhecimento instantaneamente. Rompendo as fronteiras geográficas e interligando o planeta, pode-se dizer que o conhecimento técnico expandiu seus horizontes, entretanto, acompanhado de um processo de desumanização.
         Parafraseando o pensador alemão Max Horkheimer, em “Eclipse da razão”, essa idéia é intrínseca às relações de produção capitalista. O homem contemporâneo, preocupado em garantir o desenvolvimento tecnológico, coloca-se num segundo plano e é cada vez mais atingido pelo processo da Indústria Cultural. Segundo Horkheimer e Theodor Adorno, esta é a causa da homogeneização dos comportamentos das pessoas. Seria este o percurso feito pelo ser humano em busca da automatização em detrimento de um modo de vida não salutar?
         Se sim, a conseqüência possivelmente desacataria uma evolução contínua partindo do homem. Em contrapartida, houve vantagens. Em 1991, com a criação do “world wide web”, a propagação dos acontecimentos por meio da internet facilitou as relações políticas, econômicas e pessoais das sociedades. É, atualmente, o principal difusor dos eventos que ocorrem no mundo. Em 2009, a repressão dos iranianos que se manifestaram contra a reeleição do aiatolá Mahmoud Ahmadinejad à presidência, só foi exposta por causa do microblog Twitter. Isso demonstra um dos inúmeros benefícios do mundo virtual: a possibilidade de emitir para o mundo um grito de revolta, um sinal de vida num pequeno ponto do planeta.
         Um questionamento plausível perante o sucesso desse acometimento: Qual a relação entre a vantajosa internet e o processo de desumanização de Horkheimer? A primeira produziu a narcotização dos valores individuais e da razão crítica, uma vez adquirida com a obtenção de um pensamento pronto e uma “ideologia de massa”. Esse panorama torna compreensível a colocação de Heitor Cony: as vantagens da internet são indispensáveis, porém agridem a evolução genuína do homem, “o seu erro... a sua glória”.


Proposta: A partir da leitura do fragmento, produza uma dissertação.
Fragmento: "Insisto em comentar as vantagens e desvantagens do mundo virtual. Não perderei tempo em lembrar as vantagens, elas entram pela cara da gente, tornam-se dia-a-dia mais indispensáveis e mais fáceis de manuseio. Fico então com as desvantagens, e uma delas me remete ao processo de pensar, de refletir. Desde que Aristóteles criou o método peripatético, os melhores pensamentos da humanidade vieram quando filósofos, inventores, matemáticos, músicos e poetas obedeciam aquele processo de pensar caminhando, ou caminhar pensando. Beethoven passeava na floresta quando voltou correndo, com a Sexta Sinfonia inteira na cabeça. Kant era metódico, todos os dias saía para seu passeio à tarde, os vizinhos podiam acertar o relógio pela hora em que ele percorria o bosque de Königsberg. E foi assim que ele criou seu monumental sistema dedicado à razão pura. Strauss compunha suas valsas passeando pelos bosques de Viena e Anchieta escreveu seu poema nas areias de uma praia. Ficar "plugado" a uma tomada pode ser prático, mas não é criador....... Viver "plugado" a uma corrente de pessoas e informações pode ser divertido e útil. Mas agride o que o ser humano tem de melhor e mais insubstituível: o seu gosto, o seu erro, a sua miséria e sua glória".
(Cony, C. H - Folha de São Paulo, 22/08/2000)

 Para saber sobre o impacto do desmatamento no Pantanal, acesse o link abaixo:

domingo, 23 de maio de 2010

A prática das leis

"Tema do Enem 2009/2010: O indivíduo frente a ética nacional"

     A palavra ética, do grego ethos, está relacionada à moral. Esta, por sua vez, diz respeito às normas e aos valores que norteiam uma sociedade. Sendo fundamental para a organização de um país, os indivíduos deste fazem uso desse substantivo em suas legislações a fim de compilarem as normas de conduta que devem ser respeitadas e os direitos dos cidadãos. Entretanto, observa-se certa banalização das diretrizes do Brasil; a começar pelos seus líderes, que representam o povo brasileiro desdenhosamente.
     Entre 1964 e 1985, o país dos trópicos viveu sob a ditadura. A população, limitada pelas imposições militares, discursava reivindicando sua liberdade de expressão. Muitos foram presos e torturados em nome da pretendida autonomia. Com o término desse período, lançou-se a Constituição de 1988, agora, com o sonhado caráter liberal e democrático. Ou seja, a união da nação em favor da norma ética, promulgou uma nova fase de ascenção política-econômica nacional. A efetivação dessa conquista, no entanto, é um impasse.
     Em 1991, o impeachment do presidente Fernando Collor gerou certa inquietude nos brasileiros; assim como o mensalão, em 2006, no governo do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva. Diferentemente do período ditatorial, a população não está em comícios lutando pela "retidão" dos seus governantes. A beleza da ignorância eloquente, colocada pela escritora Lia Luft, é condizente com a passividade dos cidadãos - que se revoltam com a corrupção nos 3 poderes (executivo, legislativo e judiciário) e satisfazem-se só com sua indignação.
     Nesse contexto, é necessária a conscientização de que a imobilização diante dos atos antiéticos faz o país regredir e torna a luta de brasileiros a cerca de 30 anos em vão. É preciso fazer jus à democracia e ao emblema da bandeira do Brasil também denunciando casos que transgridem a constituição vigente. "Ordem e progresso" é um título diretamente proporcional à prática das leis que vigoram. Afinal, Montesquieu, que criou a divisão do poder em 3, não a fez para simplesmente rotular e dividir os governantes, embora no Brasil exista essa indesejada conotação.

Na contramão da globalização

"Ler não serve pra nada"


     A leitura é fundamental para o desenvolvimento de uma nação. Entretanto, sua difusão é pouco empreendida no Brasil, onde a produção literária tem um histórico fecundo, mas 25% da população com mais de 15 anos constitui analfabetos funcionais. Este paradigma é confrontado com os índices de leitores assíduos em países como Alemanha, França e até Argentina.
     O IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil, em 2007, era equivalente ao da Argentina em 1980. A leitura é intrínseca a essa medida comparativa que avalia riqueza, educação e longevidade. Uma vez que o país possua indivíduos que saibam ler e desenvolver um pensamento crítico, os benefícios se darão econômica e tecnologicamente. Não é à toa que a China tem crescido tanto e a Inglaterra desenvolve alta tecnologia.
     É compreensível que o "país dos trópicos", tendo investido por séculos na escravidão, só tenha priorizado a escola primária na década de 90. Mas manter esse panorama por mais 20 anos é, no mínimo, vergonhoso. O abaixamento dos preços dos livros e o investimento na educação são um primeiro passo, embora pequeno, para não caminharmos na contramão da globalização.
     Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, abordou o tema de forma satírica com o intuito de censurar jocosamente a desvalorização que é dada ao indivíduo que implementa à sua rotina cultura e conhecimento. Obviamente, a crítica é feita ao Brasil (também país da América Latina como a Argentina, igualmente emergente, mas que "lê" mais). Eis um ponto de vista colocado de maneira interessante (só abrir o link abaixo) e instigante.

Para o exercício da autonomia

"As causas de adolescentes pobres no tráfico de drogas"


     Os adolescentes, em geral, constroem sua identidade e obtêm maior independência num mesmo período da vida. A fim de adquirirem certa visibilidade e conseguir a tão pretendida autonomia, muitos procuram pelas drogas e pela criminalidade. Diante disso, as autoridades proclamam leis e mecanismos de repressão e segurança pública para combater atividades relacionadas, como o tráfico de drogas.
     A imagem do traficante, formada pela sociedade, é a de que se trata de um jovem de classe baixa; enquanto o jovem consumidor de classe média ou alta, é apenas um comprador de drogas. Essa diferença é fruto de preconceito e é falaciosa. A generalização apressada induz o indivíduo a relevar os meandros que geram as escolhas feitas por outrem. Apesar de serem mais comuns em favelas, as bocas de fumo (onde a droga é distribuída) concentram pessoas de diferentes classes sociais. A razão dessa convergência é, possivelmente, tatear a liberdade de maneira individualista em detrimento dos valores coletivos.
     Essas ações podem estar vinculadas ao pensamento neoliberal, se for considerada a difusão de uma "ideologia de massa" adquirida com veemência nos anos 80, na "Era Reagan". O aumento das disparidades sociais se intensificou à medida que os efeitos dessa política não-associativa (redução do salário dos trabalhadores, aumento do desemprego...) se deram. O historiador Eric Hobsbawn associa a ampliação daquelas ao abandono das políticas sociais. Assim, o resultado social dessas ações é uma população de adultos descontentes e jovens, filhos destes, que têm de abandonar a escola cedo para promover uma geração de renda para casa.
     A maneira escolhida de manifestar insatisfação diante disso, por parte dos que vivem em periferias pobres, é por meio da violação das regras dos que as consideram indispensáveis à sua existência. Enquanto isso, delimitados pela prisão do ar, contidos na prisão do corpo, como disse Drummond, os futuros donos do mundo vivem sua liberdade: na tentativa de viver, a qualquer custo, o suficiente para exercer a tão desejada autonomia moral e intelectual.

Um sopro de vida

Trata-se de uma redação cujo o tema é: "Doenças da civilização humana".

     É questionável dizer que construímos uma civilização quando sofremos de transtornos físicos e mentais. O homem dedicou-se por séculos às inovações de máquinas, negligenciando a si próprio. Nessa contraditória “caminhada evolutiva” o ser humano estaria preparado para ocupar-se com as mazelas psíquicas que o estão degradando?

     Funcionalmente, a criação de mecanismos que acomodam as pessoas visam otimizar o tempo delas. Alimentos industrializados são mais baratos, abundantes e fáceis de obter - por exemplo. Entretanto, a busca crescente pela praticidade tornou menos saudável a população, que, em geral, apresentou um alto índice de obesidade, diabetes, hipertensão e depressão. O episódio dessa odisséia elevou os custos da saúde pública e trouxe à baila o pensamento de Oscar Wilde, em o “Retrato de Dorian Gray”, que, considera a autofagia inerente às conquistas obtidas pelo homem.
     O Behavorismo Radical, proposto por Burrhus Skinner, busca entender o comportamento a partir das relações evolutivas e do ambiente em que o individuo vive. Sendo assim, os traumas e psicoses de Adolf Hitler estão para as atividades excessivas e os medos da sociedade moderna; assim como, as dúvidas de Alice, personagem de Lewis Carrol, sobre onde estava e quem era, estão para a nossa alienação no “status quo”.
     Enquanto procriamos novas tecnologias e engrenagens mais evoluídas, a sociedade procura por um divã nos bares e lojas de “fast foods”. E, como num vício insaciável, condena seu modo de vida às estressantes filas. Acomodados com esse panorama, esperamos que o racionalismo e o materialismo que moldaram essa situação revertam tais circunstancias. Muito embora, ironicamente, só careçamos de cuidar do que é relativo a nós. Por conseguinte, ganhamos um sopro de vida, mas agora, de vida própria.

Lendo agora, me parece superficial... Bem, é isso.

Da desigualdade entre os homens

Sobre esse trecho com a opinião do militar Jarbas Passarinho, fiz um comentário.


"Não existe racismo no Brasil. Não temos em nosso país nada que se assemelhe ao apartheid que existiu na África do Sul ou à descriminação que, nos Estados Unidos, produziu uma sangrenta campanha pelos direitos civis. A sociedade brasileira não é racista e, prova disso, é que não há clubes exclusivos para brancos. Se o negro não é admitido lá dentro, o que existe é preconceito econômico. Preto não entra no clube porque é pobre. A questão é, no fundo, de mobilidade social. Vindos de uma camada mais pobre, os negros dificilmente têm acesso às funções de maior relevo. Se já tivemos generais pretos, nenhum deles chegou à quatro estrelas, por exemplo. Há gente de cor em nossos tribunais superiores, mas não no Supremo Tribunal Federal. O quadro se assemelha à discriminação sofrida pela mulher, que também tem dificuldade de chegar aos postos altos. Não podemos esquecer que a situação, no entanto já foi pior. Quando entrei para a Escola Militar de Realengo, em 1939, havia um racismo mascarado. Após pegar sol nas praias do Rio de Janeiro, um caboclo do Pará tirou uma fotografia e a enviou com o pedido de inscrição à direção da Escola Militar. Foi recusado. Quando compareceu pessoalmente, o pessoal percebeu que ele não era preto e o rapaz foi aceito. No Realengo, havia ainda um aberto antissemitismo. Os judeus eram barrados. Apesar da escravidão durante o período da monarquia, o racismo como doutrina não vingou no Brasil por causa da miscigenação. O português aqui cruzou com negros e índios, ao contrário do que ocorreu na África, e isso gerou a fabulosa mulata brasileira, admirada por todos. O curioso é que, se há algum preconceito racial, ele é cultivado pelos próprios negros. Por que Pelé e Romário escolhem mulheres brancas para o casamento? Parece que ao ascender socialmente, o negro brasileiro tente a desprezar a própria raça."
Jarbas Passarinho, ex-senador (ISTOÉ, 17 jul. 1996.)


     O artigo quinto da Constituição Federal Brasileira proclama que “todos são iguais perante a lei”. Entretanto, sabe-se que já na Revolução Francesa, a igualdade era um ideal utópico. Isso se deve a formação da nação que se define por meio de processo de colonização, principalmente. O Brasil, por exemplo, foi ocupado pelos portugueses que consideravam as raças negra e amarela, inferiores em detrimento da branca. Destarte, por que discursar a igualdade, se ela é praticada apenas virtualmente?

     O ex-senador Jarbas Passarinho, defende a inexistência do racismo no país. Fundamentado num raciocínio romanesco, ele dá como causa da polêmica diferença entre etnias a mobilidade social – justificada empiricamente em “há gente de cor em nossos tribunais superiores, mas não no Supremo Tribunal Federal (STF)”. Esse argumento margeia a demagogia e é contraditório, a começar pelo sujeito da frase. O racismo, sistema que afirma a superioridade de um grupo sobre outros, intensifica-se quando nem condições de caráter primário são garantidas aos cidadãos de determinada sociedade.
     Contrariando a colocação de Jarbas “o negro não pode estar no clube do branco porque é pobre” o ministro Joaquim Barbosa tornou-se um jurista brasileiro. Negro, filho de pedreiro e de dona-de-casa, atuou no STF e só não assumiu a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em virtude de problemas de saúde. Dessa forma, por que considerar como nulo o ingresso de um negro nas altas camadas sociais?
     Além disso, dizer que o “racismo como doutrina não vingou por causa da miscigenação” é negar a evidente discriminação de negros e mestiços, excluídos não só pela pobreza, mas também pelo fenótipo. Quanto ao casamento, há grande indignação. Qual a relação entre matrimonio e racismo no século atual? A liberdade ainda constitui um fundamento da Democracia.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cuidar para viver

     A fim de preservar o planeta e mantê-lo saudável, o enfoque do mundo está voltado para o meio ambiente. É crescente a busca por uma matriz energética sustentável que viabilize a integração humana com a natureza. Para isso, os setores econômico e político, principalmente, devem incentivar a sociedade global - como o Brasil promete fazer para a a Copa de 2014, criando estruturas que não agridam a natureza. Baseado nisso, será este o meio mais eficaz para evitarmos o colapso do planeta Terra? Ou haverá algo mais rá´pido e prático a ser aplicaod com a mesma intenção?
     Em 1992, a Conferência no Rio de Janeiro - ECO 92 - resultou na Agenda 21. Sob o otimismo da cooperação internacional, 3 anos após a queda do Muro de Berlim, os países participantes buscaram um consenso em torno do "enfermo ambiente". Destarte, o Protocolo de Kyoto, em 1999, e a Cúpula de Johannesburgo, em 2002, atuaram de igual maneira. Ou seja, houve a formulação de ações teoricamente úteis, mas que se restringiram ao papel. Como na maioria dos casos, um ou outro país se esforçou criando as "green buildings" (construções sustentáveis). A China, por exemplo, com a Represa das Três Gargantas; e o Brasil, com o manejo do etanol, da cana, do biodiesel e da energia hidrelétrica também.
     Estas são algumas maneiras eficientes de praticar a diminuição de dióxido de carbono, mormente, promulgadas nas conferências e cúpulas ocorridas. A questão premente é: Ainda há tempo para invertermos os valores sócioeconômicos e mantermos a Terra resistente enquanto nos adaptamos? Se esse ajuste for acompanhado de medidas imediatas como o reflorestamento - que serve como "sumidouro de carbono" -, a reciclagem e a conciliação entre os interesses da economia e do meio ambiente, sim.
     Isso é proposto nas "Metas do desenvolvimento do Milênio", elaborado em 2000. O filósofo Hans Jones criou o Princípio da Responsabilidade, que considera "todo ser vivente" como "seu próprio fim". De acordo com esse axioma, assumimos o dever de cuidar do mundo que nos abastece, uma vez que ele já existia quando nos percebemos seres vivos. Portanto, a garantia de vida no planeta está estritamente vinculada à preservação da natureza, que abarca as condições de vida para o homem e os outros seres vivos.





/Tese: É necessário que haja conciliação entre a atuação internacional e as necessidades do meio ambiente. Caso contrário, não haverá como executar os planos de evolução propostos pelo ser humano.

A morte de Gaia

Segundo a mitologia grega, Gaia é o símbolo da unidade de toda vida na natureza. A hipótese de Gaia, de James Lovelock, propõe que o planeta seja um sistema auto-regulado, ou em outras palavras, um único ser vivo, como a deusa mitológica que dá seu nome. Baseado nisso, é necessário que haja equilíbrio na relação homem - meio ambiente; uma vez que só assim a Terra pode prosperar de maneira sustentável.


Em 1997, o Protocolo de Kyoto estabeleceu que 38 países deveriam diminuir suas emissões de gases do efeito estufa. Até 2010 a redução deve ser de 5,2% (por cento) em relação a 1990. Isso é resultado do consumo mundial de carvão, gás natural e petróleo em excesso – que são os principais causadores antropogênicos do aquecimento global. Para amenizar esse dilema, o Protocolo determinou algumas metas; entre elas a reforma de setores de energia e transporte e a proteção de florestas e outros sumidouros de carbono. Mas o mundo enfrenta um período de retração econômica desde 2008. Como mudar o modelo de matriz energética global com baixos custos de financiamento?


Os estudos indicam que as fontes alternativas de energia são a melhor forma de não permitir que essa situação se agrave. O desenvolvimento do álcool é uma opção. Obtido da cana-de-açúcar (e não do milho, como fazem os Estados Unidos), ele não polui a atmosfera já que constitui um ciclo. O Brasil retoma os investimentos iniciados em 1973, durante a crise do petróleo, e expande suas exportações de etanol para o mercado internacional. A plantação de cana não afeta a produção de alimento e, tendo a cultura plantada em áreas de pasto, fixa carbono na terra. Porém, não se pode plantar cana em todo lugar em virtude dos diferentes solos e das temperaturas.


Japão e França, por exemplo, possuem baixas temperaturas em seus territórios. Não obstante, mantêm usinas nucleares a altos custos que, apesar de sustentáveis, podem causar graves acidentes como o da Chernobyl, na Ucrânia. Além disso, esses países devem diminuir as importações de petróleo, já que não se trata de um recurso renovável e, logo, não visa a redução das taxas de gás carbônico. Existem outras fontes, como a solar, a eólica, a maremotriz, etc. Contudo, as duas primeiras são caras e a última carece de investimentos.


A Academia Americana de Microbiologia afirma que a utilização de micróbios na produção de etanol, hidrogênio, metano e butanol pode ser, futuramente, parte da solução das crises energéticas. Entretanto, enquanto a transição de petróleo para outras formas de energia não acontecer, caminhar-se-á para o pior – o que já vem ocorrendo. O derretimento das calotas polares, a desertificação, a destruição dos ecossistemas... Até que se dê por morta a unidade de toda vida na natureza: Gaia.




/Tese( sugestão de Eric): Para que o planeta cresça de forma sustentável, o ser humano deve deixar de se colocar separado do ambiente e considerar o planeta como unidade.


P.s: Acho que não fui muito fiel à tese :/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Pernas .

São compridas e adoram roçar-se nas alheias. Lembro de fazer questão de tê-las querido ver assim que as notei atrás do jeans. Pareciam chamar-me para perto, porque já eram atraentes quando nem as conhecia bem. Davam passos com elegância e certa destreza, num caminhar adorável em cada detalhe; fosse pela distinção que possuíam em virtude da altura de seu dono, fosse pela postura que assumiam quando aguardavam passar. Eu sabia que teria oportunidade de apreciá-las nuas, mas não era aquele o momento.


Esperava por uma tarde ensolarada entre as borboletas e todas aquelas coisas de filme, mas foi numa manhã nublada que, depois de muito insistir, mirei-me com a contemplação. Distraído, o moço contou-me tantas coisas que já nem lembro do que se tratavam. Eu não sabia bem do que falávamos, pois de frente pra’s rechonchudas e cabeludas pernas estava. Ah, como são belas! Até hoje passo centenas de segundos observando aquele primoroso par. Ah, nem sou tão desatenta assim. Recordo-me de seu possuidor ter dito que “o jazz é maravilhoso!”.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

.

Só há um verbo

Só há um verbo
Que eu sei conjugar.
Que da minha cabeça não sai,
                              Que é amar, amar, amar.                          

E quando eu vejo você passar,
Eu fico gritando por dentro,
Não vai, por favor não vai,
Não vai que eu não agüento.

Mas você segue o seu caminho,
Me deixando tão sozinho,
Sem olhar para trás.

Sem perceber que estava te olhando,
De longe, te admirando e te amando,
Me deixando só com os meus ais…
(Vinícius de Moraes)


sábado, 14 de novembro de 2009

Post-it

Saudade, Gi, Nana, Su, Mila, Bru, Naty...
Fazia tanto tempo que a gente não sentava na porta juntas...

Amo muito vocês!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Há um eu lírico pesado aqui e já não me é de total realidade o que me vem a mente. Por ora, devaneios recheados de desejo e pobres em verdade.

Alter eu.

A Outra
Amamos Sempre no Que Temos

AMAMOS sempre no que temos
O que não temos quando amamos.
O barco pára, largo os remos
E, um a outro, as mãos nos damos.
A quem dou as mãos?
À Outra.

Teus beijos são de mel de boca,
São os que sempre pensei dar,
E agora e minha boca toca
A boca que eu sonhei beijar.
De quem é a boca?
Da Outra.

Os remos já caíram na água,
O barco faz o que a água quer.
Meus braços vingam minha mágoa
No abraço que enfim podem ter.
Quem abraço?
A Outra.

Bem sei, és bela, és quem desejei...
Não deixe a vida que eu deseje
Mais que o que pode ser teu beijo
E poder ser eu que te beije.
Beijo, e em quem penso?
Na Outra.

Os remos vão perdidos já,
O barco vai não sei para onde.
Que fresco o teu sorriso está,
Ah, meu amor, e o que ele esconde!
Que é do sorriso
Da Outra?

Ah, talvez, mortos ambos nós,
Num outro rio sem lugar
Em outro barco outra vez sós
Possamos nos recomeçar
Que talvez sejas
A Outra.

Mas não, nem onde essa paisagem
É sob eterna luz eterna
Te acharei mais que alguém na viagem
Que amei com ansiedade terna
Por ser parecida
Com a Outra.

Ah, por ora, idos remo e rumo,
Dá-me as mãos, a boca, o ter ser.
Façamos desta hora um resumo
Do que não poderemos ter.
Nesta hora, a única,
Sê a Outra.

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Poly. Greg.

Lembrei hoje de um dia que voltei do pátio mais cedo e vi um casal meio que excêntrico sentado no corredor da minha turma. Havia uma magia singular entre eles. De um lado, o bom estilo e a inteligência personificados numa figura feminina e singela; do outro, um rapaz obstinado e reservado que se desfazia num feição platônica e apaixonada. Quase ninguém sabia que por detrás daqueles dois indivíduos havia um só coração, que batia mais forte quando se uniam para botar as conversas em dia. Cada passo dado meu testemunhava um "tum tum" mais forte e mais firme...
Passou-se o tempo e as cenas repetidas às dez da manhã dos dias úteis também se passaram. Contudo, permanece naquele passadiço de azulejo desbotado, uma atmosfera de carinho e afeto; onde até o vento conspira a favor daquele romance sutil. E o som das batidas que abasteciam aqueles encontros continua - sendo ouvido apenas pelos que conheciam a cumplicidade que os dois jovens haviam pregado naquele concreto cooperante.